sábado, 24 de dezembro de 2011

Designando-me




O desenho envolve uma atitude do desenhista (o que poderia ser chamado de desígnio) em relação à realidade”. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Desenho)

Esta relação descrita entre desenho e desígnio parece-me bastante propícia, especialmente em período de final de ano, quando geralmente refletimos sobre o que passou e imaginamos o que pode estar por vir.

Desígnio = destino, finalidade, intenção (www.dicio.com.br/designio/).

Eu tenho muito o que aprender sobre desenhar o meu destino. Todos os dias quando acordo, tenho uma nova chance, renovada minuto a minuto com a força do amor incondicional da vida, para realizar os meus desígnios. COMO eu vivencio os mo(vi)mentos que a vida me traz é a chave para que o meu desenho tenha mais clareza de contorno... e o meu destino se aproxime das minhas intenções, produzindo coerência e unindo-se aos propósitos de Deus.

Que todos nós, agora e nos tempos que virão, sejamos capazes de cuidar bem dos nossos desígnios, conscientes de que eles dependem cada vez mais da maneira COMO vivemos o nosso dia a dia.

Feliz Natal e que em 2012 todos desenhemos as mais belas obras de arte!

[imagem: Drawing hands (“Desenhando-se”), litogravura de M. C. Escher]

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Circulo, circulando...circuladô!



Os fluxos vitais percorrem os corredores venosos e arteriais em velocidade intensa e de forma espiralada!

Nosso corpo físico teima em formatar movimentos para impedir este caos interno que muitos consideram loucura.

Medos e medos de erros e desacertos, acabam por tolher a criatividade sistêmica que teima em recriar processos emocionais caudalosos que nos transforma constantemente em surfistas veteranos.

Esta dança vital, na maioria das vezes desconceituada e rocambolesca, nos conduz ao novo, ao renovado e há um renascimento permanente onde o risco nos inebria de felicidade a cada amanhecer, pelo simples fato de nos permitir abrir os olhos e aprumar a matéria para novas escaladas internas rumo ao fim do dia.

Sendo assim, vou caminhando a passos largos para o próximo ano aguardando os desafios que estão pra despontar nos futuros dia de conquistas.
Com este desejo de não mais desejar... de aguardar... de aceitar e de ser feliz, sendo eterna aprendiz, abro os braços e as mãos lagando as rédeas daquilo que um dia já considerei como sendo meu.

Daqui pra frente, aqui neste Blog, minh`alma cantará LIVRE em busca somente de uma expressão voltada para minha convicção interna enraizada na essência vital.

Em nome dos círculos que me fazem circular ... circula ...dô

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Arte Sã e Nata


Por Moema Ameom

Sã porque nata.
Nascida da fonte criativa do ser onde as regras não atingem os impulsos vitais.
Surgida da vontade de expressar um tempo, seja ele passado ou presente.
Construída pelas informações captadas, absorvidas e observadas sem hora marcada para existir. Arte mestrada pelo sentir.

Sã por não machucar a alma nem ferir o coração; por ermitir o fluxo vital da conexão com o coração.
Quantos artesãos, com o passar do tempo, acabaram tornando-se ícones da civilização?!

Isaac Newton, por exemplo, artesanou idéias sobre gravidade.
Thomas Edison, sem hora marcada para o ofício de criar, deu-nos a luz.
Foi bom? Ruim? Quem saberá?
Como nos fala ao ouvido outro artesão conhecido, Albert Einstein, tudo é relativo!

Artesãos da palavra, os escritores nos legaram contextos, conceitos, fórmulas e religiões. Poetizaram.
Unindo todas estas artes natas e nem sempre sãs, o Planeta Terra evidencia a supremacia na área de gestar artesanal.mente criando novas propostas vitais em suas rotações e translações.

Enquanto isso... humanos debatem-se entre feitos e realizações onde a arte olvidada sufoca a sensibilidade exacerbando a razão.

Haja coluna vertebral para suportar tal pressão!!

Artesanal..Mente


Por Moema Ameom

Durante minha estadia em Cuiabá, processos artesanais uniram-me à Roberta Andrade, minha filha, durante a manufatura dos enfeites que ornaram a celebração dos dois anos de Lavínia Andrade, minha neta.

Lá o espetáculo familiar completou-se com a presença do tio/padrinho Victor e da tia Diana na arte gráfica, da dinda ReNata Batista e do paizão Rodrigo Amdrade no apoio logístico indispesável para uma boa realização artística.

Em Dezembro, minha mente estará em fase de restauração! Nos dias 14 e 15 às 16 e 20 horas no Teatro Municipal de Niterói – a Escola de Danças Camarim estará encenando Orfeu e Divas, dois eventos artesanalmente elaborados, onde Rodrigo Gondim com seu Orfeu deu o primeiro passo na carreira de criador e diretor de espetáculo dando-me a oportunidade de retornar aos palcos como Preparadora Corporal do elenco.
Ao lado de meu filho Victor Rocha que assina figurinos e arte visual do programa e de Diana Vasconcelos, minha nora, web designer do Blog que trouxe belas inovações internáuticas para a Escola, estarei presente artesanal.mente feliz nestes momentos de retorno, construindo fluxos vitais de prazer e alegria.

No dia 17 às 19:30, será a vez da Escola de danças MovimentArte apresentar Lendas no Espaço Cultural MovimentArte – Itaipuaçu,Maricá.
Finalizando um ano de aulas de ballet clássico semanais junto às professoras da escola, estarei assinando uma das coreografias do roteiro. Também lá, em companhia de Victor como figurinista e Rodrigo como bailarino e realizador da trilha sonora, estaremos, juntamente com Beatriz Alencar e Ryane Ranges, formando uma família moitakuense reunida pelos fluxos vitais emanados pela dança.

Estamos circulando pelos corredores da vida artesanal.mente vitalizada, brincando na ciranda do amor fraternal em nome de um futuro mais promissor para nossas crianças!

Artesanato que alinhava minha história


Por ReNata Batista

Desde remotos tempos o trabalho artesanal permeia minha vida. Eu era criança quando acompanhava a minha irmã mais velha nas oficinas oferecidas pelo SESC. Que grande artesã é a minha irmã! Dedicada, atenciosa, caprichosa. Pra mim era uma diversão, aprendi muito com ela, embora nunca imaginasse que eu fosse me tornar uma artesã – afinal, era um trabalho delicado demais pra mim!

Passou-se o tempo e a necessidade me fez descobrir-me uma artesã primorosa. Muitas refeições foram obtidas graças às minhas criações de cartões e bijuterias em tempos de vacas muito magrinhas..

No ano de 2006, nós, profissionais de Moitakuá (na época éramos muitos), realizamos em Mirantão-MG uma série de encontros que denominamos Moitakuá Reúne – MoNe (fotos).

Dentre tantas atividades que desenvolvemos, estavam as oficinas de artesanato. Eram oficinas curtas que mobilizavam profissionais interessados em contribuir com uma formação diferenciada para a população. Belos trabalhos geraram resultados terapêuticos para todos os envolvidos!

Em 2009 fui trabalhar como voluntária em Ilhota após uma grande enchente, e foi no artesanato que eu encontrei a minha linha de atuação: desenvolvi com a população local um trabalho de conscientização ambiental através do artesanato com materiais recicláveis.

Recentemente, eu fui convidada para ministrar um módulo do curso de Formação de Agentes Culturais Comunitários, e em uma aula eu conversei bastante com a turma sobre a importância de se criarem movimentos nas comunidades de acordo com a necessidade local. Uma das alunas, na semana seguinte, chegou com a notícia de que tinha resolvido dar início a uma oficina de tricô no condomínio onde ela mora. Fiquei tão feliz, mais ainda por saber que, meses depois, ela continua firme e forte à frente das aulas, com a proposta de formar agentes facilitadoras para a difusão do aprendizado.

Em suma, embora um tanto marginalizado pela grande opinião pública, o artesanato é um grande valor do nosso país. Talvez por sermos um país “em desenvolvimento” e não termos uma indústria tão forte (graças a Deus), a manufatura é uma atividade largamente praticada por aqui. E muito valorizada pelo mercado externo, já tão saturado de industrialização e despersonalização!

O artesanato traz em si um valor agregado insubstituível, que é a alma por trás do objeto. O fato de ter sido feito por um coração pulsante, criativo e atento torna uma peça, por mais simples que seja, um exemplar da potencialidade criadora humana.

Não é à toa que está crescendo consideravelmente a valorização desta atividade, bem como os investimentos no setor. E para quem tem interesse no assunto, é bom frisar que é um nicho de mercado bastante promissor!

É um processo de muito rico de trabalho, que gera renda, contribui com as relações humanas, eleva a autoestima e ainda tem a possibilidade de ajudar o meio ambiente quando se trabalha com materiais reciclados.

Às manufaturas, por tudo o que me deram e possibilitaram realizar, rendo minhas homenagens!

A ARTE DE DOBRAR


Por Moema Ameom

Origami (do japonês: 折り紙, de oru, "dobrar", e kami, "papel") é a arte tradicional e secular japonesa de dobrar o papel, criando representações de determinados seres ou objetos com as dobras geométricas de uma peça de papel, sem cortá-la ou colá-la.
O origami usa apenas um pequeno número de dobras diferentes, que podem ser combinadas de diversas maneiras, para formar desenhos complexos. [...]o origami tradicional japonês é praticado desde o Período Edo (1603-1897).

Durante séculos não existiram instruções para criar os modelos origami, pois eram transmitidas verbalmente de geração em geração. Esta forma de arte viria a tornar-se parte da herança cultural dos japoneses. [...]
A grande divisão entre a antiga dobragem do papel e a nova surgiu cerca de 1950 quando o trabalho de Akira Yoshizawa se tornou conhecido.
Foi Yoshizawa quem criou a ideia da dobragem criativa (Sasaku Origami) e inventou todo um conjunto de métodos que nada deviam ao origami do passado, permitindo dobrar uma série de animais e pássaros. [...]

A prática e o estudo do Origami envolve vários tópicos de relevo da matemática. Por exemplo, o problema do alisamento da dobragem (se um modelo pode ser desdobrado) tem sido tema de estudo matemático considerável.

A dobragem de um modelo alisável foi provado por Marshall Bern e Barry Hayes como sendo um problema NP completo. O problema do Origami é rígido ("se o papel for substituído por metal será ainda possível construir o modelo?") é de grande importância prática.
Por exemplo, a dobragem Miura é dobragem rígida que tem sido usada para levar para o espaço grelhas de painés solares para satélites.

Quantas dobraduras tem um problema?
Creio que o Origami nos ensina a dobrar a vida, transformando-a em belas imagens onde a maior criatividade encontra-se no ato de não cortar ou colar; não remendar ações.
Não utilizá-las para preencher a vida, mas sim para gerar reações..

O Origami, tal qual foi iniciado e como foi evoluído até os dias de hoje, é um belo exemplo de tratamento terapêutico através do artesanato, ato de deixar brotar o que é nato no Sistema Humano: a arte.
Segundo a cultura japonesa, aquele que fizesse mil origamis da garça de papel japonesa (Tsuru, "garça") teria um pedido realizado - crença esta popularizada pela história de Sadako Sasaki, vítima da bomba atômica.

Fazer mil origamis significa um processo orgânico de muita concentração. Certamente este período de dedicação ao Origami conduz o Ser a considerações profundas sobre sua real potência energética, o que, na verdade, acaba por acionar seu verdadeiro potencial que é realizar seus sonhos e desejos.
Quando o Ser Humano descobrir que, para realizar pedidos internos basta dar tempo ao tempo observando o caminho por onde passa para poder melhor elaborá-lo a cada dia, certamente acabará acreditando que o verdadeiro milagre está contido no desenvolvimento do cotidiano e o seu tão famoso como.

Pena que, cada vez dedica-se menos tempo á reflexão, ato que sempre está inserido nos processos do artesanato.
Quando as mulheres se reuniam para tricotar linhas, fazendo das conversas momentos de partilhas desinteressadas, os homens que delas nasciam traziam in.si maior complacência para com os processos reflexivos existentes na multiplicidade visceral feminina. Aprendiam no útero.
Hoje elas tricotam vidas alheias e não encontram tempo para assimilar os origamis que seus fetos fazem em seu organismo conduzindo-as para a plenitude da maternidade.

Dobraduras d’alma!

* Texto em destaque enviado pela leitora e amiga Heloísa Pacheco. Extraído de: wikipedia.org.br/origami *

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Cadeia Alimentar


por Moema Ameom

Este termo ecológico representa o vínculo existente entre um grupo de organismos presentes em um ecossistema, os quais são regulados pela relação predador-presa. É através da cadeia alimentar, ou cadeia trófica, que é possível a transferência de energia entre os seres vivos. É a unidade fundamental da teia trófica. Existem basicamente dois tipos de cadeia alimentar, as que começam a partir das plantas fotossintetizantes e as originadas através da matéria orgânica animal e vegetal morta. As plantas são consumidas por animais herbívoros enquanto que a matéria orgânica morta é consumida pelos animais detritívoros.
Fonte: http://www.achetudoeregiao.com.br/ANIMAIS/cadeia_alimentar.htm

A palavra cadeia nos conduz á manifestações expressivas diversas, onde a prisão é proveniente do medo das emoções. Aprisionarmo-nos nas redes energéticas do Sistema Nervoso Periférico, inibindo a propagação das ondas do Sistema Nervoso Central, nos conduz ao topo desta Cadeia Alimentar tornando-nos responsáveis pela deglutição ansiosa de tudo que nela se apresenta.

Para que haja complementação entre os seres humanos é preciso que o aprendizado percorra a conscientização da potência energética individual voltada à criação de ondas ressonantes, onde cargas positivas sinalizam a existência das negativas e vice-versa; é preciso que se aprenda a caminhar em círculos espiralados onde a existência faz valer a pena cada amanhecer.

Circular? Será que olhando no espelho o Homem pode se ver espiralado? Acredito que a consciência sobre a cadeia acima citada, passou a se distanciar da verdade nela contida, quando o mesmo criou o espelho deixando de se mirar nas águas onde certamente as sombras criavam relevo no campo da visão. Davam profundidade à imagem.

De lá pra cá, com um olhar minimizado pela ilusão das formas pré- estabelecidas, a comilança cresceu e hoje estamos presos em uma cadeia onde a vida perde cada vez mais seu valor alimentício. Até quando?

BANQUETE VITAL


Por Moema Ameom

Estou lendo um livro bem interessante para quem gosta de desconstrução. Trata-se do “A Vida que Valer a Pena ser Vivida“ de Clóvis de Barros Filho e Arthur Meucci.
Colhi de suas páginas uma informação orientadora para o texto que assino: “Schopenhauer, importante filósofo do século XVII, resumiu a existência humana servindo-se da alegoria de um pêndulo que oscilaria da esquerda para a direita, entre o enfado e a frustração.[...] ou desejamos e, por definição, não dispomos do objeto desejado (frustração), ou dispomos daquilo que não desejamos mais (enfado).”

Foco-me nos dois processos de movimento que regem o Sistema Humano: Cinestesia e Sinestesia. Coloco o desejo no campo sinestésico da sensibilidade, onde a imaginação rege a ação motivadora, impulso que conduz à cinestesia existente nos processos de praticidade do Corpo Físico.
Neste campo de realidade as ações e reações precisam ser adequadas aos fatos externos. Desta regulagem surge a ressonância sistêmica onde o desejo e a satisfação pessoal são capazes de conviver em harmonia, promovendo comunhão energética, fonte da Re.vitalização molecular.

Ao desejar, o impulso proveniente do mesmo, não utilizado na proporção necessária para alcançar o contato com a possibilidade de praticá-lo como deseja, gera atrito celular proveniente do conflito neural produzido pela impossibilidade. Este atrito desequilibra o fluxo nervoso medular fazendo com que o organismo produza o tal pêndulo acima citado. Este é o caminho para o enfraquecimento da conscientização corporal do desejo.

Transformar a vida em um movimento pendular realmente é desativar o contato com a totalidade sistêmica onde os processos complementares geram o fortalecimento de seus três corpos, colocando o Sistema habilitado para viver a vida como se apresenta ao aprender a fazer uso do desejo para fortalecer o ato de criar e recriar situações vitais.
Como “levar a vida” de maneira fluídica e, conseqüentemente prazerosa se os desejos andam amarrados na propaganda e marketing? Ou a visão do desejado é camuflada ou o desejo é enaltecido criando impulsos de ansiedade. Sendo assim; ou não uso o impulso (energia criativa) ou o utilizo de maneira desordenada.
Para que surja o ponto do equilíbrio, é preciso que o pêndulo pare de oscilar no “To Be or not To Be”, passando a ser utilizado como embalo para um mergulho profundo no medo de ser holístico. Assumir a verdade de ser um Sistema Global compatível com a globalização criada externamente pela humanidade.

E tudo pode começar pela boca. Comer o que é desejado. Estimular o desejo via oral é um excelente começo para uma boa regulagem das regiões pélvicas onde o prazer (ou não) sexual se mistura ao prazer (ou não) de urinar e defecar na tenra idade. Comer e defecar são atos estritamente unidos pelos impulsos da medula óssea. Distanciá-los significaria desassociar a boca do ânus, o cóccix da vértebra Atlas. É possível? Claro que não!! Porém, a cultura, a história, a filosofia, brincam com a mente humana fazendo com que os simples mortais, mamíferos por excelência, acreditem que sim.

É assim que às vezes ouvimos de bocas masculinas o seguinte jargão: “Vou comer aquela mulher.” Quem come quem? Em se tratando de coreografia linear, quem abre a boca, morde, mastiga e engole é a mulher. Ou não? Porém o desejo verdadeiro nela contido e, na maioria das vezes, mal trabalhado em suas vísceras, pode até deixar transparecer que está sendo comida.

Na verdade, quando o ato sexual é envolvido pelo prazer intrínseco à vida, aquele proibido por Shopenhauer, faz surgir o fluídico movimento do desejo realizado, de onde brota o amor, que se mantém saciado pela convivência diária por transformar o aprender a aprender em um permanente banquete de conquistas emocionais. Algo que realmente vale a pena ser vivido. E como!!

“Certas coisas só são amargas se a gente as engole.”
Millor Fernandes

MACROBIÓTICA


por Moema Ameom

A palavra macrobiótica é uma palavra grega que significa: macro (grande) e bio (vida). Esta filosofia é baseada em um estilo de vida diferente, na teoria yin (negativo) e yang (positivo), objetivando o equilíbrio entre si, em todos os aspectos da vida. O fundador dessa filosofia foi George Ohsawa. O yin e o yang são duas forças opostas, yin é o lado flexível, frio e yang é o lado forte, quente, dinâmico. O objetivo da macrobiótica é equilibrá-los para promover a saúde e bem estar. [...] Segundo os seguidores deste tipo de estilo de vida, consumir alimentos yin e yang pode influenciar nas características pessoais do individuo, pessoas que possuem alimentação extremamente yang podem adquirir caráter agressivo, impaciente, dominador, ao passo que pessoas que possuem alimentação extremamente yin podem tornar-se pessoas depressivas, dependentes, com comportamento relaxado.
Fonte: http://cyberdiet.terra.com.br/conheca-um-pouco-mais-sobre-alimentacao-macrobiotica-2-1-1-408.html

Acrescento ao macro (grande) e bio (vida), a ótica – maneira de ver os grandes movimentos da vida que estão inseridos nos processos nanoscópicos existentes na partícula molecular.

Sabedora de que jamais existirá Yin (-) sem Yang (+) (vice-versa), não as vejo como forças opostas, mas sim como sendo energias complementares. Dentro da minha concepção do que venha a ser equilíbrio, acredito que a conscientização do que contrai (-) e expande (+) deva ser algo importante na educação sistêmica.
Saber quais alimentos podem ajudar nos processos de expansão (vice-versa) quando o organismo se sente mais contraído é de imensa valia para a conscientização dos processos vitais. Para que possamos utilizar este conhecimento, porém, é preciso que a rigorosidade quanto às escolhas perca seu espaço na experiência, a fim de que a mesma traga à luz sensações e percepções corpóreas capazes de clarear emoções.
Seguir um ditame, seja ele qual for, camufla os reflexos de sobrevivência; aqueles baseados e pautados nos processos de ação X reação responsáveis pela Re.vitalização do Sistema Vivo.

Conhecer o limite entre abrir e fechar é fundamental para que o mesmo não seja ultrapassado nem desconhecido. Dizer “Desta água não beberei” é o mesmo que dizer “Não como porque não gosto. Não como porque não posso. Não como porque não me agrada”. Talvez seja bem melhor dizer: “Hoje não vou comer porque isto não me atrai; não o desejo; não me apetece; não me emociona”. Sem a força da atração, realmente a experiência não ganha
paixão, não alimenta o ódio.O amor fica retido entre as redes causadas pelas tensões desestruturadas geradas pelas condições impostas pela humanidade. Cada qual se esconde atrás da muralha que lhe convém, mas, quando quiser alcançar o Holo, precisará abrir as portas do seu castelo pessoal e olhar em volta – 360º.

Eu conheci a Macrobiótica de perto. Segui-a fervorosamente por longos seis meses. Até hoje me utilizo dos conhecimentos adquiridos e vivenciados para me orientar quanto ao que comer sabendo o que buscar para que e porque. Foi, é e será sempre muito útil a experiência porque me dei a liberdade de testá-la no cotidiano da minha existência. Posso dizer inclusive, que não foi agradável para o meu organismo bípede e mamífero ficar sem comer carne vermelha. Hoje sei regular minha canibalice primitiva e genética. Conheci os lados complementares da minha cadeia alimentar.

Em Moitakuá a energia Yin é vista como sendo masculina (-) e a Yang como feminina (+). Justificativa: Yin é movimento de contração e Yang expansão. Coisas de mente brasileira! Quer saber mais? É só abrir a boca para comer aprendizado

CULINÁRIA BRASILEIRA



A culinária do Brasil é fruto de uma mistura de ingredientes europeus, e de outros povos, indígenas e africanos Muitas das técnicas de preparo e ingredientes são de origem indígena, tendo sofrido adaptações por parte dos escravos e dos portugueses. Esses faziam adaptações dos seus pratos típicos substituindo os ingredientes que faltassem por correspondentes locais. [...]
Nossos índios - Todos os povos indígenas conheciam o fogo e o utilizavam tanto para o aquecimento e a realização de rituais quanto para preparar os alimentos. [...] A pesca, de peixes, moluscos e crustáceo, era realizada com arco a pequenas distâncias, sem haver uma espécie mais apreciada que outras.Os maiores eram assados ou moqueados e os menores cozidos sendo o caldo utilizado para fazer pirão. Por vezes, secavam os peixes e socavam-nos até fazer uma farinha que podia ser transportada durante viagens e caçadas. [...] Com seus ingredientes e técnicas a culinária indígena formaria a base da culinária brasileira e daria sua autenticidade, com a mandioca sendo o ingrediente nacional, pois incluído na maioria dos pratos.

Africanos - A alimentação cotidiana na África por volta do século XVI incluía arroz, feijão (feijão-fradinho), milhetos, sorgo e cuscuz. A carne era em sua maior parte da caça abundante de antílopes, gazelas, búfalos, aves, hipopótamos e elefantes. Pescavam pouco, de arpão, rede e arco. Criavam gado ovino, bovino e caprino, mas a carne dos animais de criação era em geral destinada ao sacrifício e trocas; serviam como reserva monetária. [...] O escravo era apresentado aos gêneros brasileiros antes mesmo de deixar a África, recebendo uma ração de feijão, milho, aipim, farinha de mandioca e peixes para a travessia.
Europeus e outros povos - Dos imigrantes chegados ao Brasil do século XIX ao início do século XX, como alemães, italianos, espanhóis, sírio-libaneses, japoneses, foram os alemães e italianos que deixam maiores influências na culinária nacional. [...] Os alemães não muito numerosos, vindos de diferentes regiões da Alemanha e limitados ao Sul e Sudeste do país apenas reforçam o consumo de gêneros já utilizados pelos portugueses como a cerveja, a carne salgada, sobretudo de porco, e as batatas. [...] Os italianos por sua vez, conseguem impor as massas de farinha de trigo e os molhos. O macarrão italiano tornou-se alimento complementar, ao lado da farofa, do feijão, do arroz e das carnes.[...] Divulgaram também o sorvete como doce e sobremesa.[...] Fortaleceram o gosto pelo queijo, usado em todas as massas, tanto que o queijo passa a ser consumido junto com doces e frutas, como com a goiabada, ou sozinho, assado.
Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Culin%C3%A1ria_do_Brasil

Complementamos este estudo associando dados sobre as Papilas Gustativas:

“Presentes principalmente na língua e também em algumas partes do nariz, mas também em menor número no céu da boca, na garganta e no esôfago, são responsáveis pelo reconhecimento do sabor das diferentes substâncias. São elevações do epitélio oral e nasal e lâmina própria da língua. Existem seis tipos de papilas, com diferentes formas e funções: fungiformes, foliáceas, circunvaladas, filiformes, circunvolaformes, filgaformes. Estas são classificadas de acordo com as suas formas.”

Deixamos para você querido (a) leitor (a), os seguintes questionamentos que, uma vez desenvolvidos, certamente o (a) levará a novos conhecimentos sobre sua nacionalidade e a função da mesma no Planeta Terra:

1. Sendo a medula espinal fundamental para a recriação de estímulos hormonais (reler a 41ª edição) e sendo a língua uma das principais fontes de dados para a estimulação neural nela manifestada, como vem a ser a formação medular do Povo Brasileiro? 2. O que é preciso fazer para se controlar estímulos neurais, sendo os mesmos tão estimulados? 3. O que se cria com este fato?

Será que valerá a pena desenvolver os assuntos acima? Se quiser compartilhar você já sabe como e onde.
Basta ser brasileiro na íntegra e encontrará o caminho.
Pelo olfato da língua!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A Revolução Interior | ReNata Batista


      Durante muito tempo eu costumava dizer que existem suas coisas que todo ser humano deve vivenciar na vida: uma delas é fazer teatro. Isso porque p teatro foi uma experiência transformadora para a minha existência.
   Só há pouco, (bem pouco tempo, pra ser mais exata há alguns dias) é que eu pensei: “peraí, quem disse que todo mundo precisa do teatro pra se revolucionar?”. E por aí vai o meu pensamento agora. Vem comigo no raciocínio:
   Eu era uma garota tímida e minha mãe dizia que eu deveria ser “mais simpática” com os outros - o meu jeito reservado devia ser uma agressão para o mundo! Fui buscando jeitos de me expressar e ser aceita. Lá pelos 12 anos, eu fiz uma peça de teatro na sala de aula e a professora de Português disse que eu era muito boa e deveria investir nisso. Aos 13 comecei a fazer teatro, conheci pessoas legais, me diverti muito, fui aceita por um grupo enorme de pessoas.
   Meus horizontes se ampliaram... foi incrível! Sendo oriunda de uma família que não tinha relação com a arte, eu não teria tido acesso a certos movimentos e meu mundo teria sido bem mais restrito sem o teatro, que me abriu as portas para a música, o cinema...
   E, tendo o histórico da “timidez”, essa experiência me transformou em algo que eu não conhecia (e que parecia bem melhor do que o que eu era antes, uma vez que não havia aprendido a me aceitar pelo que eu sou).
   Pois bem... caminhando por essas novas conscientizações, eu hoje deixei de lado a ideia de que o teatro é algo imprescindível para a construção do ser, para a revolução pessoal ou reforma íntima. Cada um tem o seu caminho. Qual teria sido o meu se eu tivesse tido espaço para me expressar do meu jeito, com a minha identidade? Será que eu teria feito teatro para poder dar voz à minha alma?
   Seja como for, neste momento eu recorro ao poetinha Fernando Pessoa, que questiona e responde:
 “Valeu a pena?
Tudo vale a pena,
quando a alma não é pequena.”








P.S.: Sabe que pensando bem, esse negócio de que “tudo vale a pena” é um grandessíssimo de um paliativo pra amenizar a dor perante as coisas vãs que a gente faz na vida... ou não?

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A Crítica e a Verdade


Moema Ameom

No último trabalho de Preparação Corporal com o grupo de bailarinos da montagem Orfeu, falei sobre a importância de se estar seguro nas expressões internas para que a arte possa ser vivida plenamente. Agradar a si próprio antes de imaginar ser capaz de agradar ao próximo. Extrair das ações / reações provenientes dos movimentos vitais inerentes à representação artística, a verdade nelas inseridas pelas emoções. Conscientizá-las no corpo para ser capaz de conviver com os desequilíbrios que trazem a fim de podermos encontrar o equilíbrio psicossomático.

Ainda reverenciando minha avó, transcrevo trechos de críticas que exemplificam o que coloquei em nosso encontro.

A estréia de Céo da Câmara – [...] ou a Sra. Céo da Câmara é uma dissimulada, ou então os graves defeitos de sua educação artística, são daqueles que não se corrijem mais [...] Se uma vocação artística como a Sra. Céo da Câmara, depois de retocada pelo Conservatório de Múzica e pela Escola Dramática, assim se aprezenta cheia dos mais graves defeitos, é que essas duas falharam por completo para os fins a que se destinam. [...] – Coluna “Pelos Teatros pelos Cinemas” assinada por Zando - Jornal A Folha em 19/3/1920

Em resposta minha avó escreveu:

“Ilmo. Sr. Redator de “A Folha” – Rio – acabo de ler no seu conceituado jornal de hoje, uma crítica, antecipada, sobre meus méritos de artista dramática e cantora. Enquanto ao valor da minha individualidade artística, nada direi, pois a crítica, sincera ou não, é sempre livre, mesmo quando Ella, como agora, é antecipada; porém, enquanto ás apreciações do Sr. Zando sobre a Escola Dramática e o Instituto Nacional de Música, não posso nem devo silenciar, razão por que lhe scientifico que não tenho curso da Escola Dramática, que freqüentei apenas 2 anos e que nunca freqüentei siquer o Instituto Nacional de Música. O pouco ou quase nada que sei de canto, estudei-o com a grande artista e conhecida professora Mme. Stinco Palermini. [...] De V.Ex. com muita consideração, Céo da Câmara, atriz, cantora e brasileira. – 20/3/1920

No dia da estréia a crítica que saiu no Jornal do Brasil dizia:

[...] Fallemos da estreante Céo da Câmara que, aos 17 anos e pela primeira vez que pisa o palco teve que arcar com a responsabilidade de um grande e difícil papel. [...] A sra. Céo da Câmara tem realmente muito valor. Se não fora isso hontem ter-se-ia registrado um grande desastre, de que talvez nunca mais deixasse de sofrer as conseqüências. [...] Possue a estreante, como sua maior qualidade, a faculdade de emocionar-se e transmitir a emoção, qualquer que ella seja. É, em synthese, uma actriz não porque tenha aprendidp a ser, mas por vocação natural, innata[...].”-M.N.

A peça em questão era A Estrela D’Alva – opereta em dois atos do Dr. Mario Monteiro música de Francisca Gonzaga, encenada no Teatro Recreio – RJ. A personagem (central) – moleirinha Rozinha

Será que realmente conseguiu não sofrer as conseqüências deste fato? O esforço causado pelo seu corpo, onde a hipotonicidade predominava, para suportar a potência da verdade existente em seu coração, certamente a fez guardar sensações muito desagradáveis em sua cognição. Estes processos estressantes causaram-lhe desestruturas psicossomáticas tão intensas que acabaram por lhe acarretar sérias doenças.

Pela minha experiência como pessoa / profissional, posso testemunhar que, quando o Sistema não se encontra em equilíbrio dentro das ondas emocionais, o resultado conduz sempre para a inconsciência dos fatos, a sublimação das emoções e ao fortalecimento do Corpo Etéreo em detrimento da utilização do Corpo Físico como instrumento da potência vital revitalizada constantemente pelo Corpo Ósseo. Sendo o CF o responsável pela saúde do Sistema, será sempre nele que a harmonização ganhará um padrão vibracional de qualidade onde o ajuste tonal gera harmonia e paz.

Mais uma vez ressalto que mantive a identidade ortográfica dos textos extraídos do Album no.1 que meu avô Annibal fez com recortes da trajetória artística de minha avó.

Todo o material foi cedido em 2010 para o Sr. Leonardo Simões que com eles construiu sua tese de mestrado na UNIRIO com o título “Céo da Câmara – o relicário de uma atriz da primeira metade do século XX.”

“A imagem de Céo é refletida em três aspectos que se entrelaçam em sua existência, e que sobressaem dos álbuns como três relações intensamente amorosas: com a Família; com a Arte; e com a Pátria.” – L.B.

Par quem quiser saber mais sobre minha querida avó: http://www.seer.unirio.br/index.php/pesqcenicas/article/viewFile/736/673

Celebração


Moema Ameom

Celebro na essência esta relação eternamente amorosa que compartilho com minha avó materna Céo da Câmara de cuja convivência extraio belos aprendizados assimilados até a idade dos 13 anos quando ela deixou a matéria.

Transcrevo um texto escrito por ela para o Jornal O Município – Rio Preto, 29/12/1926, com o pseudônimo de CECY.

Deixando o Word enlouquecido, mantive a ortografia da época, para distrair os olhares.

Folhinhas ...

[...] Os seus calendários, para mim, são como outros tantos saccos de “papá Noel”, cheios de brinquedos e de surprezas... nelles guardo todos os meus desejos, como se fossem pequenos “bon-boms” assucarados em caixinhas de setim...

Folhinhas ... Na variedade dos seus chromos eu vejo como que um vago reflexo da variedade dos dias: hoje um riso que se desfaz em expansões de alegria, amanhã uma lágrima que se insinua e passa.

Folhinhas ... No silêncio caricioso de minha sala, volitando o olhar pelas lindas folhinhas novas, às vezes eu sinto saudades ... saudades das folhinhas velhas ...”

No meu caso, vó, saudades que me trazem muitas alegrias porque me conduzem a um período onde minha alma tinha acolhida por ser compreendida plenamente.

ReVIVO-as!!

O Termo


Moema Ameom

Segundo a Enciclopédia Britannica, a palavra teatro deriva do grego theaomai (θεάομαι) - olhar com atenção, perceber, contemplar (1990, vol. 28:515). Theaomai não significa ver no sentido comum, mas sim ter uma experiência intensa, envolvente, meditativa, inquiridora, a fim de descobrir o significado mais profundo; uma cuidadosa e deliberada visão que interpreta seu objeto (Theological Dictionary of the New Testament vol.5:pg.315,706)

O teatro, mais do que ser um local público onde se vê, é o lugar condensado das ambigüidades e paradoxos, onde as coisas são tomadas em mais de um sentido. http://pt.wikipedia.org/wiki/Teatro#O_termo_teatro_e_seus_significados

A arte em seu contexto mais amplo não produz sentido comum. Não deixa que a vida se mediocrise nem minimize sua potência. Instiga a mente, motiva sensações e conduz a imaginação para além das fronteiras do possível. Artista é aquele (a) que transcende à forma seja do corpo ou da idéia. Ousa, arrisca e assume a presença de muitas vidas em sua existência. Permite que penetre em seu corpo expressões que não são suas. Apropria-se de emoções que não lhe pertencem. Mergulha em universos paralelos saídos das palavras de um script ou roteiro. O Teatro é o templo sagrado onde estes seres especiais por excelência, expõem suas vertentes de visceral emoção.

Todos os seres humanos trazem in.si esta capacidade artística de transformar e recriar sensações. Por que usá-la apenas no espaço designado como palco? Não será a própria vida um imenso teatro?